Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher

O Dia Internacional de Luta contra a Violência Doméstica e Sexual foi fixado em 25 de novembro para lembrar o assassinato das três irmãs: Patria, Minerva e Maria Teresa, em 1960, pela ditadura de Rafael Leonidas Trujillo, tirano da República Dominicana.

As "Mirabal", como eram conhecidas em frazão do sobrenome da família, eram oposição à ditadura e seus companheiros se encontravam presos. Num dia em que foram visitá-los, os simpatizantes da repressão simularam um acidente de carro. Eram mulheres avançadas para sua época, que incomodavam além da política. Uma delas foi a primeira mulher a dirigir um carro em seu país e as três usavam calças compridas, nada comum na época.

A violência contra a mulher é um problema cotidiano e engloba qualquer ação baseada na discriminação por gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico, tanto no âmbito público como no privado é uma violência. Assim, a agressão apresenta diversas manifestações, sendo a mais comum a violência doméstica. Estima-se que a cada quatro minutos uma mulher é agredida em seu próprio ambiente familiar ou fora dele.

O problema não é banal, está enraizado na relação de poder/posse entre homens e mulheres, baseado na cultura patriarcal que acredita na subordinação, dominação e inferioridade do sexo feminino. Essa questão cultural atinge todas as mulheres, independente de idade, etnia, situação financeira ou credo religioso.

Infelizmente, muitos casos não são denunciados. A família ainda é considerada um espaço longe do alcance da lei e a cumplicidade ou indiferença da sociedade com essa forma de violência facilita a impunidade. Por esse motivo, acredito ser importante usar esta data para uma reflexão.


*Haifa Madi é deputada estadual e coordenadora do PDT no Litoral Paulista
e-mail: haifamadi@al.sp.gov.br

 
 
   
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