Nº 23 - Junho 2009
   

 

300 pessoas são orientadas no Plantão do CDHU

Cerca de 300 moradores do Conjunto Habitacional Ulisses Guimarães tiraram dúvidas com técnicos do CDHU neste final de semana, na quadra esportiva da unidade, conforme reivindicação de moradores à deputada estadual Haifa Madi que fez gestão junto à Secretaria Estadual da Habitação.
Segundo a gerência do CDHU, a maioria dos casos era de contratos de gaveta, seguidos por reavaliação sócio-econômica para baixar os valores das prestações, baseadas nos salários dos proprietários.
A deputada Haifa Madi acompanhou a prestação de serviços no sábado, dia 06 e conversou com moradores, também, sobre a reforma. “Esse primeiro contato para orientação, esclarece as dúvidas e agiliza, pois os proprietários ficam sabendo como e quais documentos são necessários para tomar as providências desejadas, evitando perda d tempo e dinheiro, pois o escritório regional fica em Santos”, informou.


Deputada este no sábado com moradores

A moradora Patricia Figueiredo S. Batista estava muito satisfeita com o plantão. Ela mora a um ano no Conjunto e possui um contrato de gaveta. “Agora terei mais segurança, pois o imóvel vai para o meu nome. Nós todos agradecemos a deputada pelo empenho em nos ajudar”, afirmou.

Artigo: A importância do Índice Paulista de Responsabilidade Social

O Índice Paulista de Responsabilidade Social (IPRS), criado em 2001, pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo é um eficaz meio de avaliação dos níveis de desempenho dos municípios paulistas nas áreas da saúde, educação, renda, finanças públicas e desenvolvimento urbano.
O projeto de lei 33/2009, aprovado, recentemente, pelos deputados estaduais, acrescentará ao Índice as ações das prefeituras para combater à exploração sexual da criança e do adolescente, a gravidez precoce e o trabalho infanto-juvenil.
O objetivo deste meu trabalho parlamentar é criar um instrumento para acompanhar os investimentos dos municípios no combate a esses problemas sociais.
Desta forma, os Conselhos Tutelares e os Conselhos Municipais da Criança e do Adolescente terão, também, uma ferramenta a mais para conseguir que as prefeituras ampliem os recursos e invistam em na infra-estrutura dessas entidades.
A mão de obra infantil e do adolescente são assuntos abordados com grande intensidade em todo o mundo, gerando uma preocupação cada vez maior na criação e adoção de políticas públicas para seu combate e extinção. Segundo os dados do IBGE, (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, 2004), existiam, em 2003, no Brasil, mais de 5 milhões de crianças e adolescentes ocupadas em atividades econômicas. É indiscutível que essas crianças e jovens além de estarem afastados dos seus estudos e conseqüentemente, estão impossibilitados também de freqüentarem a escola e conviverem com outras crianças em virtude do trabalho, ainda sofrem riscos à sua integridade física e moral, com o desencadeamento de sérios problemas de saúde.


Quanto a exploração sexual da criança e do adolescente, no Brasil, os dados são conjuntamente alarmantes, onde, 100 mil crianças e adolescentes são vitimas de exploração sexual a cada ano, conforme dados do II Congresso Mundial contra Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
Por fim a gravidez precoce de adolescentes merece também um acompanhamento claro e efetivo do poder público. Registra-se com isso, uma média anual no Estado de São Paulo superior a 100 mil casos de gravidez precoce atendidas pelo SUS, em hospitais públicos ou filantrópicos. Devemos identificar inclusive, as regiões onde a aplicação dos programas governamentais deverá ser mais intensificada, com uma maior divulgação e instruções sobre como evitar tal situação, e também uma melhor qualidade de vidas para estas meninas.
No mais, é importante sempre salientar a garantia constitucional do artigo 227, da Constituição Federal, que:
“É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão”,
além das próprias garantias estabelecidas no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Estamos diante de um sério problema social e que, sem dúvida, necessita de amplas medidas eficazes para combate e extinção de qualquer forma de exploração de menores e jovens.

 

 

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