Cinco
entidades do município de Guarujá
serão os pioneiros na implantação
de uma grande rede de artesãos que serão
capacitados na produção de uma
linha de artesanato típico da cidade
e treinados para se lançarem no mercado,
como já ocorre com outras comunidades
em todo o Brasil, que integram o projeto de
geração de renda da Associação
Mundaréu para pessoas excluídas
do mercado de trabalho.
O projeto será realizado pela Associação
Mundaréu em parceria com a Secretaria
Estadual da Cultura, sendo introduzido no município
de Guarujá através de emenda parlamentar
da deputada Haifa Madi (PDT), no valor de R$400mil.
Segundo a diretora da Mundaréu, Renata
Mendes, os resultados serão colhidos
a médio e longo prazo e aparecem durante
e posteriormente ao desenvolvimento do projeto,
dependendo de oportunidades de vendas, tanto
na rede hoteleira da cidade como na linha de
brindes para grandes empresas voltadas à
responsabilidade social. “Agregadas a
esse trabalho ocorrem também a elevação
da auto estima, a valorização
do saber fazer, o reconhecimento da família
e da comunidade, o aprendizado de se relacionar
em grupo e a dividir possibilidades”,
afirmou a diretora.
“Estamos colaborando para a construção
de uma identidade do artesanato guarujaense,
numa oportunidade de resgate da cultura local
ao mesmo tempo em que criamos a oportunidade
deste trabalho gerar renda para as comunidades
envolvidas. A partir de 2011, queremos ampliar
ainda mais este trabalho”, afirmou a deputada
Haifa Madi.
As entidades são: a Associação
de Melhoramentos de Bairro Nova Primavera, no
bairro Santo Antonio; a Associação
de Mulheres do Bairro da Maré, na Marezinha;
o Centro de Aprendizagem Profissional e Cultural
do Perequê; a Sociedade Representativa
da Vila Zilda e a Colônia Espírita
e Associação Maria de Nazaré,
na Vila Áurea. Cada entidade terá
em média 25 vagas em cursos de artesanato
e empreendedorismo.
Nesta primeira fase, do projeto, uma equipe
de designers e de gestores do projeto nos bairros
irá realizar ampla pesquisa no município
para fazer o resgate cultural e criar uma identidade
de cores e formas da cidade, que embasarão
os trabalhos dos artesãos.
O treinamento dos monitores ocorrerá
em fevereiro e março, quando as inscrições
devem ser abertas nas sedes das entidades. As
aulas devem começar em abril.
A
Associação
A Mundaréu faz parte da rede International
Faire Trade Association (IFAT) e já atua
há oito anos na área. A missão
da instituição é criar
oportunidades de geração de trabalho
e renda para pessoas excluídas do mercado
formal de trabalho, como forma de combater a
pobreza. A Mundaréu propõe-se,
para tanto, a contribuir para a capacitação
de produtores e para a comercialização
de seus produtos em concordância com o
conceito do comércio justo, embasado
no benefício ao produtor, por meio da
remuneração adequada, e na exigência
de que a produção seja responsável,
com respeito ao meio ambiente e ao trabalhador
e sem exploração da mão-de-obra
infantil. A loja da Associação
Mundaréu é a primeira no Brasil
a vender exclusivamente produtos elaborados
de acordo com os padrões do comércio
justo.