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Olá
Em
primeiro lugar, eu gostaria de agradecer a oportunidade
de poder, de alguma forma, estar expondo minhas propostas
de trabalho, na Assembléia Legislativa como deputada
estadual pelo Partido Democrático Trabalhista
(PDT).
Se você não me conhece pessoalmente, gostaria
de deixar clara a minha vontade ilimitada de colaborar
para o desenvolvimento do Estado de São Paulo
e, particularmente, da Região Metropolitana da
Baixada Santista, que é a minha terra, onde está
minha família e onde existe toda uma geração
de pessoas ávidas por um futuro promissor, qualidade
de vida e, principalmente, por oportunidades.
Com a experiência de mãe, dona-de-casa
e voluntária na área social, acredito
que somente um trabalho que reúna esses três
ingredientes essenciais - educação, saúde
e trabalho - pode proporcionar um futuro melhor para
nós e, principalmente, para nossos filhos.
Por isso, antes mesmo de me candidatar a uma vaga na
Assembléia Legislativa e obter sua confiança,
que para mim é muito importante, realizei, junto
com minha equipe de trabalho, um amplo levantamento
sócio-econômico e cultural região
e do Estado.
Nossos esforços visaram pautar todo o meu trabalho
legislativo, de forma que cada cidadão que me
conceder um voto de confiança se sinta legitimamente
representado.
Portanto, segue um conjunto de propostas que pode não
só receber o seu respaldo, como também,
sugestões, para que eu e minha equipe possamos
aperfeiçoar nossas idéias e criar ferramentas
de trabalho que potencializem esforços visando
o bem-estar de todos.
Um
beijo no coração
Haifa Madi
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Apresentação
Passado,
presente e futuro. Antes de qualquer proposta, é
importante que tenhamos, em mente, uma noção
realista de onde viemos, de qual é nossa papel
na sociedade e onde queremos chegar. A ocupação
do litoral ocorreu de forma desordenada em função
dos ciclos migratórios. Hoje, a região
possui quase 1,9 milhão de habitantes, que ocupam
o reduzido espaço territorial de apenas 3,07%
do Estado.
A região possui 176 mil habitantes, de 20 a 24
anos. Boa parte é composta por universitários
ansiosos para ingressar no mercado de trabalho, porém,
sem experiência para enfrentar o mercado competitivo.
Por outro lado, os municípios em desenvolvimento
carecem de mão-de-obra especializada, o que facilmente
é oferecido nas cidades com melhor infra-estrutura
do litoral.
A minha proposta é justamente unir o útil
ao agradável. Ou melhor, associar demanda e oportunidade,
com a criação de programas nos moldes
de uma República de Conhecimento, incentivando
a contratação de jovens profissionais
recém-formados para atuar em cidades mais carentes,
com remuneração digna e instalações
para moradia, em projetos rotativos de absorção
de mão-de-obra para as chamadas profissões
liberais, sem vínculo empregatício.
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Educação
Os
alunos matriculados no Ensino Técnico e Profissional
do Estado somam 255.332 alunos, porém, somente
81.252 (31,82%) estudantes estudam em escolas públicas.
No Litoral, este contingente representa apenas 4.798
vagas (5,09%).
Para uma região com poucas opções
de expansão econômica e por conta de suas
limitações territoriais, a maior oferta
desses cursos na rede pública é essencial.
Isto sem contar a dificuldade que os alunos do Ensino
Público tem para ingressar no Ensino Superior
Público.
Não podemos, de forma alguma, continuar a ver
nossos jovens nessa situação. Portanto,
minha proposta é assegurar um percentual mínimo
de vagas de 80% aos alunos oriundos do ensino público
no acesso às universidades públicas.
Uma das ferramentas para alcançar esse objetivo
é utilizar o desempenho escolar dos alunos nos
ensinos Fundamental e Médio como elemento para
a seleção de acesso à universidade,
de modo que os estudantes de escolas públicas
sejam estimulados ao desempenho continuado em toda sua
fase escolar.
É importante, também, que todo esse trabalho
seja respaldado pela reorganização do
processo de instalações de universidades
e de cursos técnicos, privilegiando regiões
carentes.
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Saúde
No litoral há apenas um hospital estadual, o
Guilherme Álvaro que, em 2005, registrou uma
participação reduzida de 9,11% dos pacientes
internados em toda região. Desde a vigência
do Sistema Único de Saúde (SUS), em 1992,
a capacidade de internação desta unidade
evoluiu 47,40%; enquanto na Região Metropolitana
de São Paulo, por exemplo, no mesmo período,
os hospitais tiveram evolução de 223,37%
nas internações.
Os dados mostram que o Litoral Paulista não está
recebendo a devida atenção do Estado quando
comparado a outras regiões. Há ainda de
se levar em conta o fluxo que a região recebe
por conta da alta temporada e dos feriados quando a
população chega a triplicar.
Neste sentido, a minha proposta é a implantação
de um Programa Estadual de Adoção de Leitos
Hospitalares em unidades filantrópicas e municipais,
além da criação de Unidades de
Referência em determinadas especialidades.
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Emprego/Economia
O
litoral possui quase 1,9 milhão de habitantes
e na faixa etária de 15 a 24 anos são
359.809 mil pessoas. Índice bem acima do número
de trabalhadores no mercado formal, de 260 mil empregados.
A falta de solo inibe a expansão econômica
da região, que tem dificuldades para abrigar
empreendimentos de grande vulto.
O maior desafio da região é inserir os
jovens no mercado de trabalho. O grau de especialização
profissional está concentrado nas cidades com
melhor infra-estrutura. Por outro lado, os municípios
em desenvolvimento, como o Vale do Ribeira, precisam
dessa mão-de-obra além de abrigarem a
melhor reserva de solo para fomentar o crescimento econômico.
Pensando nisso, como deputada estadual, vou lutar para
obter apoio direto do Governo do Estado para estimular
novos negócios vocacionados à realidade
litorânea, permitindo absorção da
crescente população de mão-de-obra
jovem. Mais do que isso, pretendo propor a programação
de uma ação integrada ligada à
vocação turística, com a projeção
de empreendimentos em localidades que ainda possuem
um custo acessível do solo urbano.
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Finanças
Públicas
Os
recursos orçamentários do litoral paulista
somaram R$2 bilhões e 582 milhões. Em
relação às chamadas receitas próprias,
a região é grande dependente da arrecadação
de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), pouco
explorado por municípios do interior.
No ano passado, este imposto respondeu por 23,17% ou
R$ 598 milhões dos cofres municipais litorâneos.
A forte presença do tributo está intimamente
ligada à ocupação dos imóveis
de veraneio e, mais uma vez, da falta de solo, que eleva
os preços dos imóveis e, em escala, do
tributo. Somado a isso, os níveis de inadimplência
aumentam ano a ano.
As cidades balneárias têm frágil
movimentação comercial e o sistema de
partilha do Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços (ICMS), de competência
do Estado, privilegia os municípios industriais.
Isso faz com que o repasse à região seja
pequeno no contexto geral: em 2005 foram R$ 308 milhões
99 mil. Mesmo sem parques industriais, o litoral contribui
com a economia do Estado em função do
escoamento de cargas, além de receber, como já
dito, grande população flutuante, item
não computado no critério de partilha
do ICMS.
A minha idéia, como deputada estadual, é
pressionar o Governo do Estado a rever o critério
de partilha do ICMS em vigor, incluindo no cálculo
de divisão o conceito de Municípios Litorâneos.
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Porto
Regional
A
falta de planejamento no porto regional gerou seqüelas
na diminuição da oferta de trabalho, nas
suas limitações estruturais e na logística
de movimentação de mercadorias fora da
chamada zona primária (costado dos navios).
Há a necessidade de vencer as limitações
físicas do porto em função da profundidade
do estuário; gerar novas áreas para armazenagem
de cargas; encontrar alternativas para melhor convívio
entre porto e cidades; além de aproveitar melhor
o potencial do Porto Estadual de São Sebastião.
A minha proposta é aperfeiçoar estudos
relativos à expansão do Porto Regional,
incluindo nesse contexto não apenas a construção
do túnel sob o estuário, mas também
um projeto de ocupação urbana da área
continental de Santos.
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Transportes
e Sistema Viário
O
litoral paulista possui uma frota fixa de veículos
de 445 mil unidades, que cresce à taxa anual
de 2,5%, circulando pelo seu reduzido espaço
territorial. Além disso, a frota duplica nos
período de férias e feriados, gerando
reflexos no cotidiano da população.
A circulação de veículos ocorre
de uma cidade para outra face às características
turísticas e portuárias da região.
Os transtornos viários são mais acentuados
porque esta frota está concentrada justamente
nas cidades com menor extensão territorial, maior
população e participação
produtiva.
Como deputada, pretendo brigar para transferir aos municípios,
na forma de consórcios, a prerrogativa de legislar
sobre a concessão e normatização
do transporte coletivo intermunicipal (tarifa integrada).
Há também de se pensar com urgência
formas de melhor exploração descentralizada
da reduzida área territorial litorânea,
com a formulação de normas de aproveitamento
da Região do Vale do Ribeira, em termos produtivos
e turísticos, com a facilitação
do transporte.
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Habitação
O
Litoral Paulista foi ocupado por habitações
de veraneio na orla urbana e a seqüela desta opção
foi o encarecimento do solo e a proliferação
com a ocupação desordenada de áreas
periféricas nas cidades mais adensadas.
As chances do problema aumentar são enormes,
pois boa parcela da população está
na fase de constituir a própria família,
o que requer mais unidades habitacionais. O mercado
aponta para a construção de unidades de
alto padrão que, ao longo de décadas,
elitizam o solo litorâneo fazendo com que as famílias
de menor poder aquisitivo morem em áreas periféricas
ou outras cidades.
É preciso promover ações para a
implantação do Plano Regional de Uso e
Ocupação do Solo do Litoral Paulista como
forma eficaz de controlar adequadamente o desenvolvimento
litorâneo e viabilizar a redução
de custo do solo.
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Turismo
É
inegável que o Litoral Paulista seja uma região
de vocação turística. Mas as várias
transformações urbanas ocorridas na região
- principalmente pela opção de construção
de imóveis de veraneio - talvez sejam um dos
maiores entraves para a efetiva exploração
das suas potencialidades naturais.
O Litoral já começou a agir com mais profissionalismo
no turismo, com organismos criados para tal finalidade
e o entrosamento dos responsáveis pela pasta
em âmbito municipal. Contudo, é necessária
uma coordenação mais globalizada e uma
programação mais coesa.
A expansão do setor não deve ficar restrita
à oferta de infra-estrutura e opções
de lazer. Também é preciso intensificar
as políticas de marketing.
Portanto faz-se necessário uma série de
medidas para fomentar o setor, como: a criação
de programa turístico globalizado itinerante,
nos moldes Viagem em Quatro Estações -
Conheça São Paulo, com uma produção
turística envolvendo atividades de cultura, esporte
e lazer da própria estrutura estadual.
Também é preciso cobrar do Governo Estadual
agilidade na liberação da verba DADE às
estâncias paulistas e flexibilidade no uso destes
recursos e, ainda, a instituição de um
Plano Diretor de Turismo para o Litoral Paulista e a
formulação de um calendário litorâneo
e a definição de ações conjugadas.
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Segurança
É
fato que os índices de violência e criminalidade
estão associados à falta de oportunidades
e má distribuição de renda. Além
disso, a incidência dessas ocorrências concentra-se
nos locais de grande fluxo de pessoas.
O Litoral Paulista possui um agravante que é
a vinda da população flutuante nas férias
e finais de semana, o que é um atrativo para
a criminalidade.
Diante
disso, é de suma importância um reforço
de policial permanente em finais de semana; a revisão
das políticas públicas das fundações
do Bem-Estar do Menor (Febems); a remodelação
da ocupação urbana do Estado, inibindo
o crescimento desordenado que estimula a violência
e a criminalidade e, ainda, promover o incentivo público
aos esportes, às artes e ao lazer nas áreas
periféricas.
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Cultura,
Esportes e Lazer
Cenário
Os diversos indicadores mostram que o Estado apresenta
índices públicos baixos nestas atividades.
O Litoral Paulista precisa encarar seus desafios nas
áreas de Cultura, Lazer e Esportes com uma visão
ampla e a expansão de seus investimentos nestas
atividades.
Justificativa
O Litoral Paulista pode dar uma excelente demonstração
de vigor nestas áreas, até porque é
celeiro de artistas e esportistas. A região deve
acentuar a oferta de equipamentos públicos para
sua população fixa, aproveitando este
conceito também para a vocação
turística.
Propostas
- Incentivo à criação de consórcios
intermunicipais nas áreas de cultura e esportes.
- Formalização de convênios de cooperação
técnica, nos quais os municípios com maiores
níveis de produção cultural transferem
experiências às localidades menos desenvolvidas.
- Organização de eventos típicos
da cultura litorânea com maior freqüência.
- Aproveitar eventos esportivos como Jogos Abertos do
Interior e dos Jogos Regionais compartilhando esforços
anuais na sua execução com a produção
cultural.
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Cubatão
Cubatão
é o pilar do desenvolvimento econômico
de todo o Litoral Paulista pela pujança de seu
parque industrial. Mas o município também
sofre, como em toda a região, a dificuldade de
inserir seus moradores no mercado de trabalho e também
já pressionado pela população jovem,
na faixa de 20 a 24 anos, que representa 10,11% ou 12.241
habitantes.
Se por um lado, o parque industrial alicerça
o crescimento econômico, por outro se deve lembrar
que a oferta de vagas foi reduzida paulatinamente em
função do avanço tecnológico
do setor. Além disso, boa parte da mão-de-obra
é ocupada por pessoas de fora da região.
A cidade também enfrentou os ciclos migratórios
provocando ocupação desordenada que hoje
avança para áreas preservadas.
Para essa cidade, em especial, minhas propostas são:
estímulo ao envolvimento entre as cidades litorâneas
e o Município de Cubatão; a organização
de atividades produtivas de apoio ao pólo industrial
em áreas de municípios vizinhos, permitindo
a Cubatão obter meios práticos para gerar
áreas territoriais para reorganização
da ocupação do seu solo.
Além disso, o aproveitamento de jovens recém-formados
em programas de serviços comunitários
com o apoio financeiro do Poder Público e iniciativa
privada, prevendo incentivos fiscais do Governo do Estado,
em legislações aprovadas para fins especiais.
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